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Posts Tagged ‘Sílvio Guimarães’

Redação ABC

“Colocar a carroça na frente dos bois”, ditado popular que tem um paralelo com a atual proposta da diretoria rubro-negra. Após o lançamento da nova campanha de sócios-torcedores (Guerreiros da Ilha), os cartolas pernambucanos já estão imaginando um aumento significativo no quadro de sócios ativos na próxima temporada.

Até esse momento tudo bem! Porém, os dirigentes do Leão da Ilha vão negociar uma redução do número de ingressos do programa Todos com a Nota, eles querem um corte de mais da metade na quantidade de bilhetes. Os 15 mil lugares, hoje disponíveis, cairiam para apenas 7 mil – independente de ser um clássico ou um jogo com uma equipe do interior.

Em entrevista ao Blog do Torcedor, o representante do programa Todos com a Nota, Gustavo Aguiar, disse a redução não seria interessante. Gustavo afirmou que seria possível uma redução de apenas 3 mil lugares, ou seja, o Sport teria direito a 12 mil ingressos. Porém, Gustavo afirmou estar aberto para conversar. “O Sport é muito importante para a campanha Todos com a Nota e, pelo ótimo relacionamento que nós temos com o presidente Sílvio Guimarães, tenho certeza que chegaremos num acordo e o torcedor do Sport terá a sua disposição os ingressos do Todos com a Nota”, explicou.

Vale lembrar que desde o retorno do programa, o Todos com a Nota tem se tornado um “fiel companheiro” dos clubes pernambucanos. Ingressos quase sempre 100% trocados, e uma verba garantida para as equipes. O programa de sócio do Sport é arrojado e pode dar bons frutos ao Leão, porém, vale ressaltar que os rubro-negros não podem se precipitar e “dar um passo maior que a perna”. 

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Redação ABC

O Sport Club do Recife anunciou nesta segunda-feira (28) sua nova campanha de sócios: Guerreiros da Ilha. Porém, antes de fazer o “anúncio principal”, o presidente do clube, Sílvio Guimarães, esteve reunido com o representante do Mycrocred/Banco BMG em Recife para fechar um novo patrocínio para o Leão.

A marca da empresa ficará estampada no calção do Sport durante a próxima temporada. O Sport irá lucrar R$ 300 mil com o novo patrocinador.

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Redação ABC

Seiscentos e cinquenta mil reais. É com esse valor que o Sport pretende trabalhar na temporada 2010. Segundo o presidente Sílvio Guimarães, em relação a 2009, a folha salarial do clube, para o próximo ano, deve cair aproximadamente 40%.

O diretor de futebol do Leão, Francisco Guerra, não acredita que os números fiquem nesse patamar. “É um valor que altera bastante na temporada, de acordo com o fluxo das negociações”, analisa o dirigente.

Na temporada passada, quando foi disputada a Libertadores da América, o clube chegou a ter uma folha de pagamentos que se aproximava dos R$ 1,2 milhão mensais.

Com informações do Diario de Pernambuco.

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Redação ABC

Para cartola, o Brasileirão deveria voltar a fórmula do “mata-mata”

A temporada de achar um culpado pela queda do Sport para a série B parece não ter terminado. Nelsinho Baptista, Paulo Baier, planejamento, presidente, diretores, Emerson Leão, entre tantos outros. Porém, a “bola da vez” para Sílvio Guimarães é a fórmula da competição, “pontos corridos”.

Para o presidente do Sport, Sílvio Guimarães, afirmou em entrevista à Folha de Pernambuco que o formato de disputa do Brasileirão combinado à crise financeira do clube não permite que haja um equilíbrio e, consequentemente, uma possível “briga” por maiores ambições com as equipes das regiões Sul/Sudeste do país.

“Fica impossível brigar pelo título. Nos pontos corridos, um time precisa ter um plantel muito forte porque são muitas contusões e suspensões. Então, com nosso orçamento, é inviável equilibrar forcas com os times do Sudeste”, explicou seu ponto de vista.

Outro fator apontado por Sílvio Guimarães foi o desgaste dos atletas por conta da simultaneidade de competições disputadas pelo Sport em 2009. “Primeiro, disputamos o Estadual junto com a Libertadores. Em seguida, veio  Brasileirão e, como, a maioria dos times é das regiões Sul e Sudeste, foram muitas viagens. No final da temporada, percebemos um desgaste muito grande de nossos atletas”, afirmou.

A solução para o cartola do rubro-negro pernambucano seria adotar a antigo formato de disputa do Brasileirão. “No mata-mata, ao menos podemos usar a força de nossa torcida e de nosso estádio. Só assim é possível brigar até o fim. Não vou dizer que é a fórmula ideal, mas o mata-mata é nossa única esperança”, disse.

Vale lembrar que em 2008 o Sport foi campeão da Copa do Brasil – disputada em formato de mata-mata – sem perder nenhuma partida na Ilha do Retiro.

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Redação ABC

“Quem fala o que quer, escuta o que não quer.” Eita frasezinha verdadeira. Na Ilha do Retiro, ela andou imperiosa e fez vítimas. Depois da entrevista do presidente Sílvio Guimarães, classificando como erro a contratação de Leão, o técnico não ficou calado. Leão escreveu carta chamando Guimarães de esclerosado. A resposta do mandatário veio a cavalo, retribuindo com ameaça de processo.

Na última semana, o Sílvio Guimarães afirmou que o maior erro da temporada havia sido a contratação de Emerson Leão. O mandatário ressaltou a decadência do treinador e, isso, teria sido um dos principais responsáveis pelo rebaixamento da equipe pernambucana.

A resposta não demorou muito. Leão aproveitou o mesmo jornal onde a entrevista de Guimarães foi publicada, o Diario de Pernambuco, e soltou o verbo. Em carta vinculada ao jornal, o técnico chamou o mandatário rubro-negro de esclerosado, incompetente, covarde, entre outros insultos à sua administração.

Porém, as declarações não passaram em branco. “Alguns ex-presidentes tentaram me alertar, mas resolvi contratá-lo. Ele não gostou e publicou a carta, mas vou responder à altura e confirmar o erro. Vou responder ao valentão. Ele disse que eu só falei porque ele estava ausente. Estou até com medo do novo valentão”, ironizou o presidente do Sport.

Aos 60 anos de idade, Emerson Leão teve sua terceira passagem como treinador do Sport em 2009, comandando a equipe em apenas dez partidas e conseguindo um aproveitamento de 36,6% dos pontos disputados. Em suas outras passagens, havia conquistado o Campeonato Brasileiro de 1987 e o Campeonato Pernambucano de 2000.

Segue abaixo, na íntegra, a carta publicada pelo Diário de Pernambuco:

Carta aberta do técnico Emerson Leão para a grande e fiel torcida do Sport

Prezados rubro-negros

Todos vocês sabem da minha ligação com o Sport Club do Recife, agremiação que tive a satisfação de defender como jogador profissional e técnico. Através do Sport criei laços afetivos com o Recife e o Estado de Pernambuco, que para meu orgulho me adotou como filho. Portanto, torna-se dispensável falar da admiração e do respeito que tenho com esta terra e o seu povo.

Esta semana fui surpreendido com uma matéria que circulou na Internet, através de um grande portal, na qual o presidente do Sport, Sílvio Guimarães, atribui a minha passagem pelo clube, o fracasso da campanha no Brasileiro da Série A, por conseguinte, o rebaixamento para a Série B.

Não é a primeira vez que sou alvo de ataques deste esclerosado, incompetente e covarde presidente que, aproveitando-se de minha ausência, tenta transformar mentira em verdade.

Esclerosado porque esquece o senhor Sílvio Guimarães que, dos treinadores que comandaram o Sport noBrasileiro eu tive o melhor aproveitamento, embora reconheça que o percentual estivesse aquém do desejado por mim e por todos os rubro-negros. Entretanto, não tenho a menor dúvida de que, caso tivesse seguido no comando da equipe a livraria do rebaixamento e conseguiria uma vaga na Sul-Americana. Estive no comando do Sport em 10 rodadas, e o campeonato é composto de 38 rodadas.

A incompetência da sua gestão pode ser traduzida pelo número de técnicos que dirigiu o clube no Brasileiro – quatro – e pelo número de dirigentes que foram trocados.

A covardia foi observada nas críticas feitas a Nelsinho, após sua saída; as inverdades ditas sobre o comportamento do profissional Emerson Leão, após eu ter deixado à cidade do Recife; as críticas feitas a Péricles Chamusca a quem acusou de ter “abandonado” o grupo, aos jogadores, e até no comportamento que teve com o ex-vice-presidente de futebol, Guilherme Beltrão e os outros diretores. O repasse de culpa, para livrar a própria culpa, é um ato de covardia.

Lamento profundamente a queda do Sport para a Série B, mas o futuro de um clube de futebol depende de quem esteja no comando de sua gestão.

Certo estava o senador, Jarbas Vasconcelos, quando ainda no primeiro turno da Série A, sugeriu ao presidente, Sílvio Guimarães, que renunciasse ao cargo sob pena do clube vir a ser rebaixado. Sábia previsão.

Meu respeito e atenção à grande torcida do Sport Club do Recife.

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Redação ABC

O presidente do Sport Club do Recife, Sílvio Guimarães, oficializará na manhã desta quarta-feira (16), às 11h, na Ilha do Retiro, a venda do terreno do Centro de Treinamento de Igarassu.

A verba arrecadada, cerca de R$ 275 mil, será destinada para melhorias do outro Centro de Treinamento do Sport, a Toca do Leão, em Paratibe.

O CT de Igarassu foi comprada na gestão anterior do clube, quando o presidente era Milton Bivar.

É fato que o CT não vinha sendo utilizado, e se a verba for voltada para melhorias na Toca do Leão, menos mal! Porém, fica uma dúvida: vender patrimônio não seria nadar contra a maré?!

Com informações do Jornal do Commercio

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Redação ABC

Erros, arrependimento e esperança. Estes, hoje, são os principais sentimentos do presidente do Sport, Sílvio Guimarães. Em entrevista a equipe do Diario de Pernambuco o mandatário fez algumas revelações importantes.  Comentou da mágoa que sente por não ter conseguido “administrar vaidades” no clube e mostrou-se decepcionado com o posicionamento de alguns ex-companheiros. Exaltando, assim, o arrependimento de ter se tornado presidente do clube.

Mas Silvio Guimarães, marcado pela jogada de toalha, também falou das expectativas para o próximo ano. A confiança no retorno a Primeira Divisão esteve presente na entrevista.  Apesar disso, o presidente parece não querer os louros da, possível, volta a elite do futebol. Com todas as letras, ele afirmou que encerra a atividade de dirigente com o fim do mandato. “Não há a menor possibilidade de reeleição ou, até, de assumir qualquer cargo.”

 

Como pensar em 2010 apenas com 50% da cota do Clube dos Treze?

Primeiro temos que cair na realidade. Além de reduzir em 50% a nossa receita dentro do Clube dos Treze ainda existe um passivo do Sport com a entidade, de gestões anteriores, no valor superior a R$ 4,5 milhões. Eu estou tentando negociar com o presidente Fábio Koff para que ele possa tirar o mínimo possível ou, pelo menos, possa empurrar com a barriga, como se diz na gíria, para não mexer neste orçamento de 2010. O Sport é um dos integrantes do Clube dos Treze, politicamente apoia o presidente Fábio Koff e é viável que ele tire o mínimo possível do passivo lá encontrado. Eu não consegui tirar um tostão da verba que tinha lá. O passivo continua. Depois é trazer jogadores dentro deste orçamento financeiro. Não adianta pagar salários irreais a jogadores e no final de mês não conseguir honrar o compromisso financeiro. E, por último, é liberar aqueles jogadores que não aceitarem a nossa proposta (casos de Durval e Hamilton) e tenham salários altos para a segunda divisão. Assim temos que contratar jogadores que venham disputar a Série B com uma boa condição técnica e com salários bem inferiores ao que se pagou em 2009.

Dentro deste contexto, o que se está sendo levado em conta para se formar o grupo de jogadores para 2010?

Já existe uma base. Além disso, existem os jogadores que foram indicados pelo técnico Givanildo Oliveira. Pedimos que ele indicasse jogadores por uma espécie de ranking, ou seja, 1, 2, 3 e já estamos tentando trazer nesta ordem. Se não conseguirmos o primeiro, vamos buscar o segundo e assim por diante. Já existem alguns jogadores praticamente contratados. Mas a dificuldade é grande. Alguns atletas estão de férias, outros desligam o celular e existem aqueles que estão em locais de difícil contato no interior. Sem falar nos que fazem leilão dizendo que tais e tais clubes estão interessados. Às vezes é verdade e em outras é pura invenção.

Essa é a principal dificuldade presidente? Ou a queda para a segunda divisão está dificultando bastante também?

Não. A queda não. Dos jogadores indicados por Givanildo (lê uma relação, mas sem mostrar os nomes) existem quatro jogadores que atuaram na primeira divisão, além de 12 que jogaram da segunda. Tudo recai no nosso orçamento financeiro e o treinador sabe disso. O campeonato começa dia 13, mas vai até o final de maio. Se o torcedor chegar junto e espero que chegue como os corintianos e vascaínos fizeram, a gente pode trazer outros jogadores que reforcem ou façam parte do elenco, pois temos alguns atletas cobiçados e pode ficar difícil mantê-los aqui.

Por falar em Corinthians e Vasco, os dois clubes fizeram campanhas de marketing voltadas para os torcedores na Série B. Este também é o objetivo do Sport já que está lançando uma campanha de sócio torcedor?

Esse é o nosso objetivo junto com a agência Marta Lima, que agora trabalha com o marketing do Sport. Nos reunimos duas vezes por semana junto com o pessoal do departamento financeiro e administrativo. Já lançamos uma campanha publicitáriaforte (vai escolher o nome da campanha de sócio torcedor) e eu conto com o torcedor. Vamos começar o ano com muita dificuldade no ponto de vista financeiro. Com 13º salário para pagar, o mês de dezembro que venceu dia 5 e o torcedor te quem chegar junto. O conselheiro pagar sua taxa, os proprietários de cadeiras e camarotes.

Em sua visão o principal objetivo do Sport, além de voltar à primeira divisão, é vencer a Copa do Brasil pela visibilidade que ela já deu ao clube?

Não. A principal conquista é a primeira: o Campeonato Pernambucano. É o pentacampeonato. Existe um desejo nosso que é chegar ao hexa e tentar ultrapassar o principal adversário, o Náutico. O principal objetivo nosso é ganhar o Pernambucano. A Copa do Brasil virá depois e posteriormente vem a Série B. Na reunião do Clube dos Treze (realizada na última terça-feira) era quase uma unanimidade que entre os clube que se apresentam, fora os de camisa do eixo Rio e São Paulo, o Sport está sempre no meio para conquistar as quatro vagas.

Em 2010 o que será mais difícil: recuperar a auto-estima do torcedor e lotar a Ilha ou montar a equipe?

Montar a equipe será mais difícil. O torcedor já tem a auto-estima muito forte. É fanático e nas horas de dificuldade ele sempre chega e ajuda. Montar a equipe é mais complicado. Vou dar uma exemplo: Fui atrás de um jogador que disputou a Série B deste ano. Ele é do interior de São Paulo e recebe R$ 17 mil em sua equipe. Para vir defender o Sport solicitou R$ 40 mil. Nós tentamos diminuir para R$ 25 mil, mas ele só aceitou R$ 35 mil. Segundo ele tem outras equipes que estão interessadas nele.

Quais foram os erros de 2009 que o Sport não pode repetir em 2010?

O principal foi a contratação de Leão. Eu esperava muito dele. Fiz uma pesquisa antes de contratá-lo com pessoas do mais alta gabarito dentro do Sport, ex-presidentes, ex-diretores, conselheiros e Leão era uma unanimidade. Não teve uma pessoa que disse que ele não deveria ser contratado. Uma minoria apenas dizia que o salário era alto e seria arriscar muito. O outro problema foi a má performance física. Não fizemos uma pré-temporada. O time entrou direto no Campeonato Pernambucano em busca de um tetra. Entramos direto também na Libertadores ainda no estadual e teve também a psicose da eliminação da competição continental. Isso aconteceu com o Grêmio, com o Fluminense e com o próprio Cruzeiro depois de perder a Libertadores. Aí chegou Leão que não valorizou a parte física e o time teve um desgaste imenso.

O perfil do departamento de futebol do Sport vai mudar completamente com a sua presença mais direta?

Terá que ser diferente sim. Não posso deixar de reconhecer que o perfil do departamento de futebol que começou 2009 era vencedor. Guilherme (Beltrão) e Álvaro (Figueiras) são diretores vencedores. Eles subiram para primeira divisão, foram tetracampeões pernambucano, campeões da Copa do Brasil#só que sofreram um desgaste muito grande do começo ao meio do Brasileiro. A torcida hostilizando eles, hostilizando o departamento que eu entreguei de mão beijada porque o lema da nossa campanha era “Continuidade e Trabalho” e o departamento de futebol ficaria com Guilherme Beltrão, Álvaro Figueira e o ex-presidente (se referindo a Milton Bivar, que não gosta de citar o nome). Eu deleguei todos os poderes a eles porque era a bandeira da nossa campanha política.

O Senhor se arrepende de ter tomado essa decisão?

Muito… muito… muito. Eu nunca tive vontade de ser presidente do clube, em que pese todo torcedor ter esse desejo um dia, mas em nenhum momento eu quis ser. O primeiro nome indicado foi o meu e não aceitei. Foi lançado outro nome e saímos da reunião com esse segundo nome definido para apoiar (Carlos Frederico, ex-vice-presidente de marketing), mas não houve densidade eleitoral, pois ele não tinha um perfil de história dentro do clube e o corpo associativo gosta de eleger aqueles que tem história dentro do clube. Voltaram a insistir que eu assumisse. Eu ainda relutei um pouco, mas acabei aceitando. Mantive todos os vices-presidentes, toda a diretoria do ex-presidenteaqui e chegou nisso. Eu sou um homem sofrido, muito sofrido pela consequência de ter levado o Sport à segunda divisão. Não era esse o meu perfil. Eu queria continuar na primeira, receber livre essa cota do Clube dos Treze porque aí, com esses R$ 4 milhões sendo tirados, eu teria condições de ter uma verba de R$ 12,5 milhões e daí para frente fazer um time cada vez mais forte e investir no Centro de Treinamento. Houve esse arrependimento porque eu não queria. Não queria ser presidente do Sport. O meu orgulho é ser torcedor do Sport não é ser presidente. Venho sofrendo junto com a minha família. A torcida vai fazer o Sport subir em 2010 para a primeira divisão.

O que o senhor abriu mão por conta do Sport em relação à família e o seu lado profissional?

Primeiro uma frase que uma das minhas filhas disse a mim: “Meu pai, nunca mais conseguimos almoçar dia de domingo juntos”. Segundo, algumas das minhas filhas são hostilizadas quando o Sport perde uma partida e são reconhecidas e, terceiro, a amargura que elasestão passando porque gostariam de ver o Sport cada vez mais forte. Sofrem o dobro porque é o pai que está passando este drama. Ficam contando os dias em que eu chegue no final do meu mandato. Qualquer que seja o resultado, subindo ou não, sendo penta ou não, é uma unanimidade entre minha esposa, minhas filhas, minhas irmãs e meu pai que eu saia logo.

Não existe chance de reeleição então?

Nenhuma. Não há a menor possibilidade não só de reeleição como também de cargo. Eu encerro a minha participação no Sport ao final do meu mandato. Eu já fui todos os cargos no Sport, menos presidente do conselho. Já fui atleta, sou benemérito do clube, tenho uma família tradicionalmente rubro-negra, todos nós usamos o clube como uma segunda família. Tenho uma auto-estima imensa pelas cores do Sport, os livros, as medalhas, as camisas, mas ao acabar o meu mandato encerra a minha participação em cargos diretivos.

O ex-presidente do Santa Cruz, em certo momento, disse uma frase interessante: “Todo homem de bem que passa pelofutebol não volta”. O senhor pensa da mesma forma?

Penso sim. Mas não é só por ser um homem de bem reconhecidamente. É principalmente pelas traições e vaidades. Confesso uma coisa: Quando fui eleito presidente, no outro dia, fui almoçar com meu pai (Haroldo Praça) e recebi ligações de Vanderson Lacerda, Luciano Bivar, Severino Otávio, entre outros rubro-negros. E perguntei ao meu pai qual o ensinamento que ele poderia me dar para administrar melhor o Sport. O que me aconselharia com os seus 93 anos. E ele me respondeu: “meu filho você só será um grande presidente se administrar as vaidades”. Eu não dei valor a isso. No momento pela minha euforia por ter sido eleito presidente não dei valor a isso e hoje vejo que ele é um sábio. Eu não consegui, no meu primeiro ano, administrar as vaidades. Foi o meu grande erro.

Com a queda do Sport para a Série B do Brasileiro como ficará a questão dos antigos e novos patrocinadores e parceiros do clube?

Estamos tratando desta questão com uma ajuda muito grande do grupo Moura Dubeux. Estamos tentando renovar com o Cimento Nassau, Shineray, algumas placas de publicidade, inclusive com a empresa do ex-presidente Luciano Bivar (referindo-se a Excelsior Saúde). E vamos em busca de mais. Vamos ter que superar a queda de 50% da cota do Clube dos Treze com novos parceiros. Até porque não vamos conseguir pagar a folha só com o dinheiro do Clube dos Treze. Temos que partir para esses investimentos na área de publicidade, propaganda e marketing. Os contratos estão sendo feitos. Já apareceram outros investidores fazendo propostas e acredito que nos próximos dez dias estaremos fechando esses contratos. A marca Sport é muito forte. Estive no Rio de Janeiro e duas empresas, uma paulista e outra mineira, me procuraram para saber da possibilidade de anunciar no calção. 

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