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Ele quer voltar!

Redação ABC

Você queria um meia, exímio cobrador de faltas, com passagem pela seleção brasileira? Mesmo sabendo que ele tem 34 anos? E que já pensa em encerrar a carreira? Não!!! E se esse meia for Juninho Pernambucano. Ah… aí as coisas mudam, não é? Pois o jogador, que atualmente está no Al-Gharafa, do Qatar, já dá indícios de que tem vontade de voltar a terras tupiniquins.

Em entrevista ao Lancenet!, o jogador afirma sentir o cansaço físico e temer o dia em que vai parar de jogar futebol, esporte que ama. Em confronto com isso, Juninho enche de esperanças a torcida do Vasco, só em cogitar uma possível volta a São Januário.

LNET!: O que você achou do acesso e da conquista da Série B pelo Vasco?

– O Vasco voltou para o lugar onde ele tem sempre de estar. Foi legal ver a torcida sentindo a emoção de todo aquele jogo no Maracanã com 80 mil pessoas. Isso não é surpresa para mim. A torcida do Vasco é a melhor do mundo, falo sem querer fazer média. Nunca vi uma torcida valorizar seus jogadores como a do Vasco. Claro que toda torcida cobra muito, mas ela reconhece muito. Sei muito bem o que o Carlos Alberto sente quando diz que nunca havia sido tão amado antes.

LNET!: Houve algum destaque?

– Sou fã do Carlos Alberto, é jogador que pode ser titular da Seleção, mas que precisava de uma estabilidade na profissão. Ele a alcançou no Vasco. O grupo todo está de parabéns, mas cito o Carlos porque ele é um grande jogador. Quem sabe não atuamos juntos daqui a um tempo?

LNET!: A tabelinha sai em 2010?

– Eu acho difícil voltar em janeiro porque a temporada no Qatar não acaba agora. Eles contam comigo, não posso abandonar o barco. Mas existe a possibilidade, quando chegar no mês de maio. Vou descansar, vou ver o que fazer. Eu tenho um sonho muito grande de voltar a jogar pelo Vasco. Mas não quero voltar pelo nome. Eu não quero roubar ninguém, muito menos o Vasco. Meu corpo já está dando sinais de cansaço, não me sinto mais o mesmo de antes.

LNET!: Está chegando a hora de pendurar as chuteiras?

Está sendo muito difícil pensar na aposentadoria. É muito difícil parar de jogar, eu gosto muito do futebol. Essa minha passagem pelo Qatar está sendo importante, pois tenho tempo para pensar com menos pressão. Se eu puder voltar para o Vasco, será com o coração. Não haverá problema algum para assinar contrato. O Rodrigo Caetano me deixou muito à vontade, ele fez de tudo para que eu voltasse no meio do ano. E pensei em ir, mas eu não podia. Eu estava incomodado com a pressão do futebol de alto nível.

LNET!: Como você imagina ser viável o seu retorno para o Vasco?

Quero fazer parte do elenco do Vasco e deixar o treinador bem à vontade, não quero que ele tenha a pressão de me colocar para jogar. Não estou dizendo que estou jogando mal, porque ainda consigo definir alguns jogos. Uma coisa é fazer 20, 25 jogos importantes. Não tenho condições físicas e psicológicas de encarar um ano de 50, 60 jogos como é no Brasil.

LNET!: Voltar para o Vasco é o que lhe falta para completar sua história como jogador?

Pelo coração, eu já tinha voltado. Não preciso fazer média, disputei quase 300 jogos pelo clube. Não haveria problema para assinar, nada disso. Sonho em um dia voltar a pisar em São Januário. Quando eu vi aquele jogo do acesso, sonhei e pensei em como eu gostaria de estar dentro de campo pelo menos por alguns minutos para poder estar sentindo tudo aquilo.

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Redação ABC

Anunciada como bomba. Foi assim que a Agência de Publicidade Marta Lima chegou à Ilha do Retiro. Para muitos torcedores ficou aquele gostinho de quero mais. No entanto, a bomba pode ser bem mais útil do que qualquer craque que povoe a cabeça de um rubro-negro apaixonado. Principalmente, na atual fase que o clube se encontra. Com a Série B à vista o B de Bomba pode dar bons frutos.

E já pensando nesses frutos é que o gerente da conta do Sport na agência, Fernando Lima, conversou com o repórter do diariodepernambuco.com.br, André Albuquerque e revelou muitas propostas. A busca por novos patrocinadores e a tentativa por atrair cada vez mais sócios, devem ser os principais desafios que a Agência tem de enfrentar. Ou seja, trabalho duro para uma equipe que pretende lutar para subir em 2010.

Diariodepernambuco.com.br – É a primeira vez que a agência trabalha em um case esportivo?

Fernando Lima – É a primeira vez e acho que começamos da forma mais correta, diferente de todas as agências que já atenderam os clubes pernambucanos. Começamos conhecendo o mercado, os cases, os fornecedores, os clubes e todas as agências que trabalham no ramo e fizeram campanhas de sucesso com Corinthians e Vasco, por exemplo. Passamos uma semana em São Paulo e no Rio de Janeiro conhecendo de perto essas realidades. Vamos para o Rio Grande do Sul para conhecer de perto as realidades do Internacional e do Grêmio, os dois casos mais bem sucedidos ao meu ver. O trabalho que o Corinthians fez para voltar à Série A foi fantástico. O do Vasco, a mesma coisa. Não queremos fazer igual porque não é a nossa realidade, mas fomos conhecer cada caso para saber o que podemos aplicar aqui. Visitamos Vasco, Botafogo, Fluminense e Flamengo, no Rio de Janeiro, e Palmeiras, São Paulo e Corinthians, em São Paulo.

DP – Como funciona o marketing dos clubes visitados?

FL – O que vimos foi que muita coisa que não é feito dentro das agências. Hoje existem empresas que lançam produtos para o mercado inteiro e elas oferecem para os clubes comprarem ou não. Fomos nessas empresas também. Existe um trabalho de ação social dentro do Vasco que angaria muitos atletas atrás de educação gratuita. Durante meio expediente ele treina e no outro estuda. Essa também é a realidade do Boca Juniors e do River, ambos da Argentina. Conheci a realidade dentro do Real Madri e vi exatamente como eles trabalham o dinheiro. Eles transformam qualquer coisa em algo rentável e de qualidade para serem vendidos no shopping do clube.

DP – Vocês já fizeram um trabalho de imersão no Sport para saber como está a realidade do departamento de marketing?

FL – Fizemos um relatório de tudo que vimos nos clubes visitados e agora vamos levar para a direção uma lista de produtos viáveis para o clube adquirir. A partir da aprovação ou não da direção vamos realizar todo o planejamento para 2010. Agora tudo vai ser pautado pelo que teremos na temporada. A gente tinha dois mundos diferentes. O primeiro seria se o time permanecesse na primeira divisão. E o segundo é o time na Série B. Agora começa todo o planejamento visando o retorno à Série A. Para as agência é muito mais fácil trabalhar com o clube na Série B. Falo isso abertamente porque estou tratando o Sport como profissional e deixando o amor de torcedor de lado. Nenhum dos times que se profissionalizaram tem um case de marketing onde alguém faz algo de graça e por paixão. Isso acabou. Na relação cliente/agência é preciso ter amizade, proximidade, mas acima de tudo muito profissionalismo porque não é um trabalho fácil. Digo que é melhor na Série B com exemplos práticos. Pode ver os casos do Corinthians e do Vasco, os últimos de maior destaques. Milhares de camisas foram vendidas, as marcas cresceram muito e o amor do torcedor parece que aumenta nesses momentos de dificuldade.

DP – Já existem objetivos traçados para a temporada 2010?

FL – Nosso objetivo é o mesmo de toda agência de publicidade que entra para atender uma conta: dar lucro ao cliente. Todos os clubes trabalham dessa forma. Clube de futebol hoje é empresa. Mas existem algumas coisas prontas. Vamos mudar completamente o uniforme, que tem lugares preciosos e que não estão sendo comercializados. No nosso microfone na sala de imprensa não tem patrocinador. Como pode acontecer isso? Estamos fazendo o levantamento de quanto vale os espaços publicitários do clube. Contratamos uma empresa em São Paulo para fazer esse estudo, que inclui todo o tempo de visibilidade na televisão, em jornais, rádio, internet, isso em âmbito estadual, nacional e internacional. Esse é um estudo muito aprofundado, pois precisamos de números exatos para poder vender nossos espaços. Estamos aqui para gerar negócios.

DP – Como será o sistema de trabalho da agência junto ao clube?

FL – Estamos estudando isso. Hoje o clube não tem marketing e nós não podemos ir para dentro da Ilha do Retiro o dia todo e todos os dias, pois temos outros clientes. Eu vou assumir a conta do Sport e estamos estudando a possibilidade de ter um profissional de marketing que entenda do assunto para trabalhar lá dentro e que seja a ponte entre o clube, a diretoria, a presidência e a Marta Lima. Essa pessoa também ajudará a presidência. Ele será um executivo que atenderá nossas expectativas e as do presidente Sílvio. A segunda opção seria o Sport montar a própria estrutura de marketng, o que eu acho que não vai acontecer, pois eles acabaram de fechar o departamento.

DP – O Departamento de Marketing anterior trouxe a Roxos e Doentes, fechou patrocínio com a Lotto, fez grandes eventos para lançamento de uniformes e outras coisas. Vai haver uma ruptura no trabalho ou uma continuidade?

FL – Continua tudo que está dando resultado e muda tudo que não esta dando lucro. Não posso dizer o que está dando lucro ou não porque ainda estamos fazendo esse levantamento. O Sport está fazendo um levantamento de todos os contratos que eles têm. Só assim vamos saber o que funciona e o que não funciona. O que sabemos preliminarmente é que a loja como espaço físico é excelente, mas a loja do Náutico, que é bem menor, tem, proporcionalmente, mais produtos à venda. O torcedor quer ir ao local e encontrar todo dia algo novo. Queremos rever todo o processo de licenciamento. Por falar nisso, licenciamento praticamente não existe. Uma pessoa chega e diz que quer lançar um produto com a marca do clube e pronto. Quem faz a auditoria dos valores que estão sendo repassados ao Sport? Esse não é um trabalho fácil. Vamos precisar nos desdobrar para mudarmos essa situação. Se fosse para fazermos apenas eventos e a agência aparecer, estaria tranquilo porque isso a gente sabe fazer. Mas o objetivo é profissionalizar a marca do Sport e fazer o clube ganhar dinheiro.

DP – Em quanto tempo vocês vão ter todos esses valores e levantamento dos contratos?

FL – O mais rápido possível. Não podemos mensurar os valores que serão cobrados se não temos esses levantamentos. A direção do Sport está trabalhando nesse assunto e espero que possamos finalizar essa parte inicial, que nos dará mais trabalho, até o final do mês.

DP – Vocês vão trabalhar apenas a parte institucional e o futebol profissional, ou todos os setores do clube, inclusive os esportes amadores?

FL – A ideia e trabalhar todos os setores. Mas obviamente que 95% do dinheiro que entra no clube vem do futebol profissional. E como queremos dar lucro, vamos dedicar grande parte do tempo a esse setor. O objetivo é que o futebol tenha uma margem muito boa para que tenhamos condições de fazer o dinheiro respingar no hóquei, no basquete, no vôlei, na natação e em todos os outros setores.

DP – Todo torcedor do Sport reclama que não existe campanha de sócios. É publico que o ex-vice-presidente de marketing, Carlos Frederico, tinha uma campanha de sócios pronta e que nunca saiu da mesa do presidente Sílvio Guimarães. Como você pretende trabalhar essa situação?

FL – Da forma mais profissional possível. Realmente existe essa campanha de sócios e eu a conheço. O que posso dizer é que vou ver todas as empresas que trabalham o serviço de sócio torcedor. Já vi três em menos de 15 dias. Quero saber qual dá mais rentabilidade ao clube. Existe muita empresa no mercado que promete muita coisa e não entrega absolutamente nada. Existem empresas que não entregam o que vendem. Eu sei que tem um produto pronto lá no Sport, mas de apenas uma empresa. E eu em apenas uma viagem conheci três.

DP – Mas o torcedor cobra muito isso porque o Náutico e o Santa Cruz têm…

FL – Vamos ter, mas antes precisamos resolver outros problemas. Um deles é que apenas 14% dos sócios são adimplentes. O sócio reclama muito, mas na hora de fazer o dele temos problemas. Temos 49 mil sócios, mas apenas 7 mil pagam em dia. Mas esse não é um problema meu. O torcedor precisa avaliar como quer ajudar o clube.

DP – Muitos rubro-negros também reclamam porque não podem pagar as mensalidades com o cartão de crédito, através do débito bancário automático. O torcedor não pode se associar via internet, não pode tirar segunda via do boleto bancário pelo site. Assim o Sport termina perdendo sócios que não moram no Recife. O que a agência está pensando nesse sentido?

FL – Isso tudo é um absurdo. Campanhas de adimplência, para novos sócios e a do sócio torcedor são urgentes. Porém não vamos conseguir colocar tudo ao mesmo tempo. Eu queria muito, pois ganharíamos com isso, mas não dá. Vamos trabalhar todos esses pontos pela internet. O presidente está disposto a investir nisso, mas não temos dinheiro. Temos que trazer dinheiro para o clube por outros formatos e um deles é rever os contratos.

DP – O torcedor vai ter voz no novo modelo de marketing do Sport?

FL – Isso é uma questão política e não posso responder sozinho. Se fosse presidente do Sport, o torcedor adimplente teria voz. Essa é uma posição pessoal, mas não posso falar pelo clube. É uma questão política e não do marketing. Não posso interferir. Não passa pelo meu setor. Posso até pedir para democratizar mais, mas vai apenas como uma dica. Quem toma a decisão é o presidente. Sei do meu limite.

DP – Vocês vão trabalhar os espaços ociosos do clube?

FL – Esse trabalho já começou a ser feito. A gente já trouxe uma empresa que faz a medição de todo o clube para saber quais os espaços possíveis de se trabalhar e quais estão sendo utilizados atualmente. Existem locais muito bons neste momento que não são utilizados. Eles fizeram a primeira visita no inicio deste mês, fotografaram todos os espaços, pegaram a planta para fazer as medições e agora vão levantar quantas pessoas são impactadas por aquela mensagem diariamente. Depois disso, vamos saber quanto cobrar por cada espaço. Hoje o que se faz é o seguinte: chega um e dá R$ 10 mil, chega outro e dá R$ 20 mil. Se fecha contrato com quem dá R$ 20 mil e comemoram, mas na verdade o espaço vale R$ 200 mil. Perdemos dinheiro.

DP – Quando esse estudo fica pronto?

FL – Quero deixar claro que não vamos correr. Precisamos fazer um trabalho minucioso. Essa empresa faz shoppings, equipamentos públicos e estudos de grande porte. É especializada nesse assunto. Ela avalia o espaço, o grau de impacto sobre as pessoas que circulam pelo local, faz uma tabela de preços e capta patrocinadores. Isso é o mais importante. Até porque nós só vamos montar o projeto para outras empresas captarem os investidores. Não podemos fazer tudo sozinhos.

Do diariodepernambuco.com.br

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